B ARQUITETOS
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colégio benjamin constant | instalações esportivas
são paulo, 2010
PRAÇA DOS ESPORTES
O térreo do novo edifício (nível 100.30) é o centro da convivência da escola: novo acesso organizado para os alunos, espaço de atividades esportivas, recreação, cantina. Presta-se ao acolhimento do aluno, mas como espaço que permite a dispersão e o encontro, o cumprimento e a despedida, a brincadeira e a conversa, a aula e a festa.
A praça dos esportes é um espaço pleno de possibilidades, flexível, mutável; será o local dos grandes eventos, símbolo cívico da escola. É proposto um novo palco, mais apropriado ao salão, amplo e com acesso visual de todo o térreo.
O pequeno desnível (1.40m) entre o pátio atual da escola e o novo acesso da Rua José Antonio Coelho é pretexto para a criação de uma escadaria confortável, certamente o ponto de encontro das crianças e adolescentes e platéia privilegiada do novo palco.
A estrutura do palco resulta numa marquise que abriga o acesso de alunos, permitindo o desembarque coberto; uma alça para veículos é proposta paralela à rua.
 
PISCINAS
No primeiro pavimento (nível 107.65) estão as novas piscinas cobertas e aquecidas. Com abertura em suas duas extremidades, o andar conta com farta iluminação natural e pode ser ventilado sem auxílio mecânico.
Atividades e equipamentos de manutenção concentram-se nas laterais da piscina, tirando proveito da altura estrutural derivada de sua necessária profundidade.
Vestiários estão dispostos neste andar e calculados para atender também as demais atividades esportivas da escola.
 
QUADRA COBERTA
No segundo pavimento (nível 113.60) situa-se a nova quadra poliesportiva coberta, com pé-direito adequado a todas as práticas esportivas.
Iluminação natural é possível tanto pelas faces do edifício voltadas à rua e ao interior do lote, como pela cobertura; o mesmo vale para a ventilação, o que permite um funcionamento confortável e eficiente do edifício.
Lateral à quadra, é disposta uma arquibancada para cerca de 100 pessoas, mais uma tribuna elevada para ocasiões especiais.
 
 
CONSTRUÇÃO
As atividades previstas para este edifício exigem volumes em que a interferência da estrutura seja minimizada: quadras, piscinas são equipamentos que demandam em vãos estruturais de grande dimensão. O desafio é vencido em duas etapas:
1)  definição de apoios (pilares e paredes) que não interfiram nas atividades esportivas
2) distribuição horizontal das cargas (lajes, sobrecarga das atividades e equipamentos) em peças que sejam capazes de vencer os vãos estabelecidos entre apoios.
O projeto  nasce de uma solução para a piscina: ao considerar como peça estrutural (viga) as duas laterais que definem sua profundidade (1.60m) cria-se a plataforma do primeiro pavimento, apoiada em duas grandes vigas caixa transversais ao sentido principal da piscina. Estas duas vigas caixa estão apoiadas em quatro pilares e definem a largura útil dos pavimentos; em sentido oposto, a piscina tem sua maior dimensão (24m) balizada por elas.
Paralelas à piscina, são criadas duas empenas em concreto que desenham o volume do edifício e recebem a carga das lajes da segunda plataforma, onde está a quadra. Mais uma vez o desafio foi vencer o vão total com poucos apoios: junto às fachadas uma viga invertida de grande altura enfrenta os 21m de vão; no centro da plataforma duas vigas menores, apoiadas em pilares intermediários completam o esquema.
A cobertura será em telhas de alumínio (com proteção térmica e acústica), apoiadas em treliças metálicas leves que também descarregam nas duas empenas laterais. Sobre a cobertura, estão dispostos os equipamentos de captação solar.
As duas laterais recebem ainda escadas e elevador, organizando pela periferia a circulação vertical do edifício. As escadas foram dimensionadas de modo a atender a NBR 9077 (saídas de emergência em edifícios).
Foi criada uma escada principal junto ao edifício existente, permitindo que o acesso de alunos seja feito próximo às demais atividades do conjunto; esta solução permite outro ganho que é a remoção da escada que dá acesso ao pavimento de salas de aulas sobre o auditório (a escada compromete a iluminação de uma das salas). Este volume, como exceção ao corpo principal, molda a conexão com a construção existente de modo a expor a coexistência entre o novo e o antigo.